segunda-feira, 16 de julho de 2012

A última vez que abri uma conta bancária foi em 2005 e, lógico, como toda a conta bancária pede-se uma série de documentações.

Daí você tenta se candidatar vereador, fazer a diferença na sua cidade e/ou bairro, dar sua cara a tapa, se lançar como alternativa a tudo isto que está errado na cidade e no legislativo dela e tem uma série de tropeços... São Paulo, por ser o maior colégio eleitoral do Brasil, está na obrigatoriedade dos candidatos em abrir uma conta bancária eleitoral, que será utilizada para qualquer transação do candidato (recebimento de doações e pagamento de despesas).

Contudo a gente enfrenta uma série de problemas pois o próprio agente bancário desconhece a resolução normativa do Banco Central do Brasil - Bacen - (Carta circular de 15.5.2012, Parte 1 e Parte 2, do Diário Oficial da União.) para as eleições e o banco não é claro aos seus funcionários sobre os próprios procedimentos internos.

Fui a três bancos de uma grande rede localizados, no meu bairro, e dois dos funcionários que iniciaram meu atendimento disseram desconhecer a existência de contas para candidato, serem leigos nos procedimentos,... perdi boa parte da semana passada vagando de agência em agência com a finalidade de abrir minha conta eleitoral. Bom, se eles desconhecem, eu que li as normas do TSE, fui obrigado a ajudá-los nos trâmites. Lógico que os procedimentos internos do banco eu não sabia (E eles estavam com uma dificuldade tremenda de encontrar um maldito link do sistema interno do banco para cadastramento da conta eleitoral!).

Sobre a política tradicional paulistana

Eu fiquei pensando, enquanto esperava ser atendido e os procedimentos para a abertura da conta, que este tipo de coisa é muito de São Paulo, pois a cidade é basicamente "dominada" por partidos antiquíssimos e gigantes que, depois de fazer suas coligações e acertos políticos, colocam seus candidatos de maior renome (Visando puxar a maior quantidade de votos!) e Eu (Pequeno Davi da periferia lutando contra estes Gigantes de renome.) da borda da cidade, não estou entre os renomes... Aliás, ninguém da borda da cidade fica entre os candidatos renomados, o que podemos dizer que na cidade de São Paulo há uma distribuição centralizada dos candidatos, que são de maior renome por serem mais antigos nos partidos ou serem de maior potencial para bancar uma candidatura (Leia-se: ter dinheiro ou ter gente com dinheiro que os apoie!).

Fico me perguntando, seria bom os grandes jornais da cidade colocarem a distribuição regional dos candidatos, sabendo assim (pela zona eleitoral ou endereço de cadastro) quem estes candidatos estão representando. Seria um bom trabalho de campo (inclusive sociológicamnte falando), se fossemos falar de representação política a maioria das pessoas mora fora do centro expandido de São Paulo e quem está representando elas? Quem busca representar elas? Seria um ótimo trabalho. Se os partidos realmente representam esta população? Sabemos que alguns partidos estão enraizados no meio sindical, enraizados na elite, e nada mais justo do que eles representarem o meio no qual estão inseridos... Quem representa a periferia?

Particularmente, estes grupos políticos grandes, partidos antigos, fisiológigicos, da velha política da troca de favores e que se ligam em muitas coligações - inclusive alguns tiveram que cortar a gordura e esta gordura é sempre os candidatos de menor nome, pois nenhum desses partidos faz um processo eleitoral interno de quais candidaturas cortar, num processo amplo e democrático, o que impede o surgimento de novos nomes nesses partidos (Outro tema para discussão, mas já podemos citar como exemplo a falta de nomes novos no PT.).

Cada partido pode colocar, por sí só, uma vez e meia a quantidade de cadeiras, se eles estiverem num agrupamento de partidos ou numa coligação essa quantidade de candidatos aumenta, mas ela deve ser distribuida por todos os partidos da coligação, nisso, corta-se a gordura.

Nesse quesito, nos partidos "tidos como pequenos", ao se coligarem, torna-se menor a chance de cortar a "gordura", aumentam a força da militância e a representação dos candidatos nas regiões mais periféricas e necessitadas da cidade. E digo isso pois, para você ser de um partido pequeno você deve ser militante mesmo, você tem que sair na rua, ao contrário dos partidos grandes que, por terem máquina e receberem grandes contribuições, podem pagar militantes para encher as ruas (E não estou dizendo que é regra básica pagarem militantes!), teoricamente pagar militantes é ilegal e anti-ético (Como você vai pagar um militante para fazer propaganda pra você? É muito Coronelismo! E não estou dizendo que existe coronelismo na política paulista... talvez nas cidades da Região Metropolitana.).

Até.

Frederico Sosnowski - 50.850
Candidato a Vereador - PSoL SP
Facebook: FB.com/frederico.sosnowski
Site PSoL Eleições 2012

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PS.: Vou fazer vparias intervenções no site e Facebook por dia, pois quero que, além das pessoas saberem das minhas ideias, saibam o que estou passando. Ao mesmo tempo a exposição das minhas ideias/programa para vereança e o dia-a-dia da minha luta na candidatura para a vereança. Serei o mais transparente possível e utilizarei o sitio na internet para divulgar os meus gastos, o que foi feito, com quem foi feito, etc.
PS.: Em tempo, o PSoL tem uma série de resoluções que restringem as doações de campanha para que estas contas não sejam cobradas após a eleição. Sendo assim, não aceitamos doações de construtoras, empreiteiras, bancos, empresas de ônibus, etc., justamente para não termos rabo preso com ninguém (ao contrário de outros partidos).
PS.: Acho que as associações e a sociedade civil, através de seus representantes deveriam lançar um desafio para os candidatos: assinar um termo de compromisso dizendo que não haverão doações por parte dessas empresas e de seus donos, etc..
PS.: Mais informações sobre normas para as Eleições 2012.
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