Como sabem, nos últimos meses tenho me ausentado, muitas vezes por longos períodos. Sinto fazê-lo e sei que esta lacuna não poderá ser preenchida. Também é sabido que tenho atividades em quantidade, desde o trabalho e minha segunda graduação até atividades na sociedade civil e coletivos, que por vezes me consomem muito mais tempo, privando-me da família e amigos.
Desde o ano passado... na realidade este pensamento vem germinando em muita mente desde minha primeira partida para o trabalho no campo, nos idos anos de 2005, onde tive a oportunidade de conhecer pessoas e lugares no Maranhão, Piauí, Ceará, Tocantins, Pará, Amanzonas, Amapá e outros tantos que somariam uma lista tão grande de nomes e paisagens quanto uma quilometragem astronômica. Ví e vivenciei muitas realidades, algumas confortáveis e domésticas, e outras um tanto quanto inseguras e abaladoras, me tiraram da bolha de uma vida comum, me levando à pontos longínquos para fora da zona de conforto...
Minha família e amigos ouviram minhas histórias, viram minhas fotos, minhas doenças adquiridas além das aflições... meu não conformismo e vontade de mudar as coisas, muitas vezes tentando agarrar o mundo com as mãos. Nesses momentos sempre havia algum amigo-irmão ou pai, mãe, irmão para colocar meus calcanhares no chão e sugerir um caminho mais ponderado, que pudesse ter resultados mais duradouros e realizar efetivamente uma mudança na sociedade. A eles agradeço sempre e agora, à minha família de nascença Darcio, Nice, Fabíola, Fabrício e Grá, e a minha família de escolha, Sá, Beto, Luís, Fran e Giu, e todos os que se incluem nesse núcleo duro e complexo que são nossas relações sociais.
Em 2007, após seis meses de planejamento intenso, e lutando contra estresse do trabalho, pânico e depressões, resolvi seguir a sugestão do doutor e lançar-me no Mochilão por Argentina e Chile, molhar os pés no Pacífico e ver neve (bem, era verão e não tinha lá muita neve!), lugares que retornei algumas vezes e pretendo voltar muitas mais. Fiz mais amigos, conheci outros tipos de pobreza e opressão, conheci outros resultados de planos econômicos desastrosos, chorei, bebi e ri muito! ... E aquele pensamento foi criando folhas e flores, e almejando alcançar um céu ensolarado.
Comecei a participar de reuniões, acompanhar mais profundamente a política (me tornando mais chato do que era)... No ano passado (agora sim, esta frase cabe) me filiei a um partido (acho que foi mais para formalizar meus pensamentos), o PSOL, com o intuito de participar mais profundamente da mudança que todos queremos, mas que poucos colocam a mão na massa.
Queria sair da inércia, fazer valer meus pensamentos, opinar e discutir, e o PSOL se mostrou aberto a isso... Entrei em 2012 assistindo outra realidade e muito mais crítico, sobre mim e o meu entorno. Minha zona de conforto caiu na polícia da fronteira australiana, sobretudo porque se mostrou um país tão diverso quanto o Brasil, mas mais justo. Ví um país preparado para grandes eventos, com ruas sem sobrenome e praças com os nomes dos cidadãos gravados nos tijolos. Meu repertório de amigos e nacionalidades subiu, assim como cresceu aquele arbusto da mudança...
Numa conversa de escritório (como tantas outras), tendo transporte como tema, um colega me disse "Não sei o que você ainda faz aqui. Por que não se candidata a algo?". Eu respondi negativamente, mas confesso que meu arbusto chacoalhou completamente, querendo soltar as raízes e começar a caminhar por outros terreiros...
Poucas semanas depois o partido divulvou nota sobre incrições para chapa de vereadores para as eleições de 2012, e o início do processo de escolha do candidato à prefeito. Acompanhei quase toda essa escolha, e gostei do processo democrático e das discussões. A partir daí começaram as discussões sobre plano de governo e outras ações...
E aqui estou, hoje, me apresentando a vocês como candidato à vereador para São Paulo, em um partido novo e sem vícios, com minha cara limpa e com os trejeitos que sempre tive, com as piadas que sempre fiz, do jeito como me conhecem.
Espero contar com você e vocês para me auxiliar nessa empreitada. Sei que grande parte das pessoas sequer lembra o nome do vereador em que votou na última eleição. Mas vocês me conhecem e eu lhes conheço, espero que isso seja útil e que possamos mudar juntos os velhos vícios de nossa câmara de vereadores, que você me auxiliem nas leis, etc.
Sempre fui a favor de coletivos e da participação de todos, afinal é isso a democracia: dar seus pitacos e ser representado.
Como resolvi colocar minha cara a tapa, me lançando como candidato, fiz um página de curtir (esta que compartilho convosco) e será meu canal de comunicação nessa caminhada. Estejam a vontade para escrever e opinar no que acharem necessário.
Abraços e Beijos,
Frederico.




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