Para a mobilidade as propostas devem vir da contraposição entre Urbanismo e Urbano, isto é, do Hardware e a Vida/Organismo e Relações Interpessoais existentes na cidade.
Partindo disso, o plano básico de porpostas para São Paulo (E qualquer cidade.) seria:
- Fortalecimento Regional;
- Preservar os bairros como espaço urbano, Vivo, Multicultural e Econômico;
- Habitação e Preservação Ambiental;
- Mobilidade e Democracia.
Abaixo explicarei o que quero dizer com estes itens, campararei com o atual sistema da prefeitura e porque precisamos mudar!
1- MOBILIDADE E DEMOCRACIA
Ter mobilidade, acima de tudo, é ter poder de escolha. Os ciclistas e bike-ativistas sabem disso há muito!
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| Bicicletada com o pessoal do Ciclocidade e do CicloBR. Assinada a Carta Compromisso com a Mobilidade por Bicicletas. |
Mover-se é decidir seu caminho, suas possibilidades de locomoção, seus prós e contras, e ir além, deixar o seu EU em segundo plano e pensar no TODO.
Planejar a cidade para o carro é incentivar a motorização e a mínima ocupação humana no máximo de área ocupada pelos veículos. É criar uma utilização idiota para um espaço que pertence a todos.
Quando saímos de casa e traçamos nosso caminho devemos ter escolha de como o cobriremos.
Atualmente o sistema municipal/estadual/nacional, privilegia o indivíduo e as soluções que partem dele. Assim, cada pessoa busca, através dos recursos de seu trabalho, resolver sua mobilidade por conta própria. Isso fez o númeo de carros e motos crescer enormemente.
Ao contrário disso, o sistema coletivo (ônibus e metroferroviário) está estagnado e individualmente vem carregando mais e mais pessoas (10 milhões por dia nos ônibus e 7,2 milhões no sistema metroferroviário.), parte pelo crescimento da população (Natural e migratório.), a distribuição dos postos de trabalho e emprego, educação, sistema de saúde e pontos de lazer e esporte.
Há também a elevação dos deslocamentos por bicicleta, mostrando o peso do custo dos modos motorizados combinado com distâncias a serem vencidas e a pressa, também há o fator ambiental, claro!
Por último, temos nossa mobilidade histórica, o caminhar.
Enfrentamos problemas com o modo como as pesquisas governamentais são levadas. Levam em conta o deslocamento principal diário, não atribuem peso aos cidadãos que moram fora da Região Metropolitana e suas atividades fora do horário em que exercem a principal função, não contabilizando no planejamento da cidade os horários do rush fora de horário.
RESUMO: o cidadão tem o direito de escolher como se deslocar e o governo deve fornecer estas opções!
Em Sydney, por exemplo, dependendo do lugar onde se vai, o cidadão pode escolher entre o sistema de trens, ferries, ciclovias, ônibus ou carro (E há o sistema de carros compartilhados.).
2- HABITAÇÃO E PRESERVAÇÃO AMBIENTAL
Parece que o tema não tem relação alguma com mobilidade, mas questões como adensamento, realocação de populações, urbanização de conglomerados subnormais, habitações em áreas de risco e de preservação ambiental tem relação íntima com os deslocamentos atuais.
Devemos readensar o centro, adensar as proximidades das grandes avenidas e ocupar estas vias com corredores de ônibus estruturais, linhas metroferroviárias, ciclovias, etc.. Deixar o núcleo dos bairros longe da especulação imobiliária.
Atualmente temos diversos problemas com os Pólos Geradores de Tráfego (Condomínios, shoppings, equipamentos culturais/esportivos, parques, escolas, universidades, etc.), não há fiscalização da prefeitura (Vide o escândalo dos shoppings.) e permite-se a implantação a implantação desses empreendimentos em qualquer lugar, sem considerar os empreendimentos preexistentes, impactos no comércio e vizinhança, etc.. Além disso, os planos de amortização do tráfego não sugerem o transporte público como medida de mitigação/compensação e ainda ficam presas à alternativas tolas como implantação de semáforos, retornos, faixas de rolagem...
3- PRESERVAR OS BAIRROS COMO ESPAÇO URBANO, VIVO, MULTICULTURAL E ECONÔMICO
Atualmente os bairros são rotas de fuga para o congestionamento (Vide a quantidade de placas sobre caminhos alternativos.), as calçadas são desleixadas e não fiscalizadas (Quando há fiscalização ela é punitiva, não informativa/educativa e o cidadão recebe uma multa.).
Em muitos distritos não há áreas verdes para o lazer da população e avenidas construidas sobre rios trazem a tona o problema da impermeabilização da cidade durante as chuvas de verão.
A construção de shoppings centeres prejudica o comércio dos bairros, além de complicar a mobilidade, antigas indústrias e/ou terrenos grandes dão lugar a novos condomínios e essa verticalização faz as vias virarem verdadeiros estacionamentos.
Fora isso, com o descaso com o ensino público de qualidade, as escolas particulares tem se multiplicado...
Estes problemas só resolveremos com o respeito ao zoneamento, a criação de parques e parques lineares, corredores de ônibus, melhora na educação pública e fortalecimento do comérico local, além de ampliar a oferta de serviços nos bairros, diminuindo a necessidade de viagens para o centro da cidade.
4- FORTALECIMENTO REGIONAL
A cidade é dividida (Segundo a Secretaria Municipal de Transportes.) em 9 regiões que poderiam ser aplicadas a todas as instâncias da administração da cidade (Desde que as regiões "casassem" com as divisões de bairros, etc e tal.), facilitando o controle por parte do cidadão quanto as ações da prefeitura e a aplicação do orçamento no local.
Quanto a mobilidade, desse modo poder-se-ia criar dois tipos de linhas de ônibus (Interregionais e Locais), com tarifas diferenciadas (E caminhando a longo prazo para a tarifa zero.) cobradas pela bilhetagem eletrônica.
O Viário estrutural, com o tempo, teria suas velocidades limites diminuida levando-se em consideração a Sinuosidade, a Aclividade/Declividade, Conforto na direção, Visibilidade e Segurança. Assim teríamos:
- Viário N1: redução de 70 km/h para 60 km/h;
- Viário N2: redução de 60 km/h para 50 km/h;
- Viário N3: Limites máximos entre 40 km/h e 50 km/h dependendo dos atributos citados acima.
A proibição do estacionamento/Zona Azul em algumas vias permitiria a implantação de ciclofaixas e Corredores de ônibus à esquerda (Mediante adaptação de canteiros), e melhoria da Iluminação das vias, o que reduziria o congestionamento de algumas vias e traria mais visibilidade e segurança à pedestres e condutores, diminuindo acidentes.
Por último, a criação de uma rede de transportes com educação, fiscalização, melhorias e qualidade em:
- calçadas;
- rede de ônibus - linhas 24 horas, paradas confortáveis e sinalizadas, racionalização das linhas redundantes, tarifação diferenciada por linha local, estrutural e intercambio de modal, juntamente com diferenciação tarifária por horário (Alta, Vale e Baixa);
- Coleta de lixo, entregas e correios;
- Sinalização Viária.

Candidato a Vereador - PSoL SP
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Site PSoL Eleições 2012









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