![]() |
| "É uma biblioteca, querido -- uma espécie de primeira versão da World Wide Web" |
Hoje temos, além da rede de Bibliotecas Municipais, as itinerantes, nos parques, etc... Também atentei a escrever sobre o tema pois ontem, 25/07/12, o Metro de Santiago - Chile postou em seu Facebook foto da Bibliometro. O projeto Bibliometro foi iniciado em 1996 e é uma rede de empréstimos de livros através de bibliotecas instaladas nas estações é muito parecido com o EMBARQUE NA LEITURA da Companhia de Metropolitano de São Paulo e Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, presente nas estações de Metrô e Trem desde, respectivamente, 2004 e 2009.
Quando estive em Sydney, em Surry Hills, conheci uma das Bibliotecas da Rede Municipal (Passava todo dia em frente a ela, quando subia a Crown Street para ir à escola ou à Oxford Street.), a Surry Hills Library & Community Center. Muita gente frequentava a biblioteca com seus laptops para utilizar gratuitamente a internet.
A Biblioteca da atualidade já não deve ser somente o local de depósito de livros, discos, filmes, cds, partituras, etc., deve evoluir e fagocitar outros meios, mídias e a capacidade de atualizar-se constantemente, na velocidade da Internet.
Grande parte dos conteúdos e informações geradas atualmente no mundo são digitais/em meio eletrônico, desse modo, as bibliotecas necessitam acompanhar essas mudanças transformando-se em um polo de cultura e informação nos bairros da cidade.
A Biblioteca do século XXI deve parecer mais com um Centro Cultural do que com uma coleção de conteúdos em papel para consulta, disponibilizando conteúdos atuais e de relevância para a população, além de espaços para que se desenvolvam programas voltados à população e a criação de novos conteúdos.
A população precisa se apoderar desses espaços, utilizando seus serviços, sugerindo mudanças e propondo usos que cresçam organicamente, fortalecendo a comunidade e a sua participação. Aplicando programas para jovens e adultos: discussão sobre livros e temas, "contação de histórias", concursos culturais, cursos (artes, culturas, etc.), cinema, dança, teatro/circo, saraus, palestras, festivais, shows musicais.
São poucos os lugares assim na cidade de São Paulo, o mais conhecido (E que vem primeiro à cabeça de todos.) é o Centro Cultural São Paulo. A cidade é paupérrima de lugares de convivência e cultura, principalmente na periferia (Além do Centro Expandido - MAPA.) e atividades assim afastariam jovens das drogas e violência, ajudariam numa formação completa e diversa, aberta para o novo e com respeito, incentivariam a convivência de adultos, etc.
E qual a diferença entre Sydney, Santiago do Chile e São Paulo? Além dos PIBs (Per Capita), Custos de Vida, Poder de Compra (Per Capita), etc.?
Está na condução pelo poder público de coisas importantes (E não só Econômicas!), como a Cultura e o Lazer, tanto Material como Imaterial.
Um exemplo, enquanto Sydney e Santiago do Chile tem quase um mês de Festival, São Paulo tem um dia.
Fiz um apanhado, dos últimos 20 anos, dos Projetos de Lei e Decretos que circularam pela Câmara Municipal de São Paulo - desconsiderando as concessões de espaço e outros acordos com empresas privadas, e denominações de Bibliotecas, Centros Culturais e Áreas específicas de prédios públicos destinadas à arquivos (Isso já deu um trabalhão pois nomear coisas é o trabalho preferido dos vereadores da cidade!). Encontrei desde a LEI Nº 13.929 (PDF), de 18/11/2004, até sobre a organização do Sistema Municipal de Bibliotecas. Mas o que me fez pensar é, justamente, a descontinuidade de alguns serviços (Vide histórico do Ônibus Biblioteca, em São Paulo e DECRETO Nº 31.409, de 06/04/1992.)
Até mais,

Candidato a Vereador - PSoL SP
Facebook: FB.com/frederico.sosnowski
Site PSoL Eleições 2012
--------------------------
PS.: Em tempo, pode-se saber onde estarão os Ônibus Bibliotecas pelo GMaps, AQUI.
PS.: Poderia (E deveria!) escrever sobre as Bibliotecas Públicas de Santiago, mas não encontrei referências nos sites oficiais. A Biblioteca de Santiago é administrada pela Dirección de Bibliotecas, Archivos y Museos.
PS.: Australian Bureau of Statistics




Nenhum comentário:
Postar um comentário